Localizada a mais 800 quilômetros de São Luís, no interior do estado maranhense, a Chapada das Mesas não é tão famosa como suas colegas – a Diamantina, na Bahia, a dos Veadeiros, em Goiás, e a dos Guimarães, no Mato Grosso. Mas quem tem sangue aventureiro na veia já foi ou sonha conhecê-la um dia. A pequena cidade de Carolina, antigo ponto de apoio do Rali dos Sertões, agora é a porta de entrada da Chapada das Mesas, reconhecida como parque nacional em 2005. O sol ali não dá trégua, mas no meio de cerrado, entre cânions e estradas de terra e areia, há sempre uma cachoeira onde se refrescar.




As estradas bastante acidentadas atraem muitos motociclistas em busca de adrenalina. Se você não é um expert em duas horas, será preciso um 4x4 para desbravar a Chapada das Mesas. Duas agências locais (Cia. do Cerrado, Tel.: 3531-3222; Trilhas do Cerrado, Tel.: 3531-3541) oferecem cinco roteiros diferentes, de um dia cada. Um deles, por exemplo, passa pelas cachoeiras São Roque, com 22m de altura e 33m de largura, e Prata. Outro leva até a cachoeira Formosinha e ao sumidouro do Rio Farinha, onde a força da água chega a provocar vibrações nas pedras. Em alguns pontos, o veículo é estacionado e o caminho até as quedas d’água é feito a pé, em meio a trilhas de difícil acesso.
Localizada na beira da estrada e sem qualquer luxo, a Pousada dos Lajes (BR-230 p/ Riachão, km 2, Sucupira, Tel.: 3531-2452) está sob medida para os aventureiros pouco exigentes.
Comida caseira, no estilo prato-feito, é servida no restaurante K-Funé (R. José Augusto dos Santos, 90, Tel.: 3531-2468).
Deixe São Luís pela BR-135 e percorra 323 km até a cidade Presidente Dutra. Dali ao Porto Franco são mais 320 km pela BR-226. O trecho final da viagem, com 165 km, é feito pela Rod. Belém-Brasília (BR-010).